Posts Taged abrir-franquia

9 pontos para franquear seu negócio

O potencial de franqueabilidade de um negócio é medido pelo nível de presença de características específicas utilizadas no franchising.

 

De modo geral, quando um empreendedor decide abrir um negócio, o objetivo é a criação de uma empresa de sucesso que forneça diferenciais frente aos seus concorrentes, conquiste uma boa imagem no mercado, obtenha lucro e, é claro, traga satisfação pessoal.

No franchising acontece a mesma coisa, no entanto, para a abertura de uma nova frente de negócio nesse segmento ou mesmo para a criação de um novo negócio, o empreendedor deverá observar a presença de algumas características específicas muito importantes no setor de franquia.

A correta análise de viabilidade do negócio existente ou idealizado antes de sua oferta ao mercado de franquia reduz substancialmente os riscos envolvidos e os problemas que possam surgir durante a sua operação, a ponto de, em alguns casos, resultar na decisão de não continuidade do projeto inicialmente proposto.

Este cuidado é extremamente importante no mercado de franquia, pois o franqueador envolverá o capital, o tempo e o esforço de terceiros, no caso, os franqueados investidores.

Se deve ter em mente a diferença entre a viabilidade de um negócio com sua franqueabilidade. Ter um negócio testado e de sucesso não significa, necessariamente, que será viável o seu franqueamento, isto é, a oferta de sua marca associada ao seu modelo de negócio para ser implantado e operado por terceiro.

O primeiro passo em um processo de franqueamento de um negócio será a análise criteriosa da presença de certas características específicas muito importantes no setor de franchising, conforme itens a seguir:

1. Maturidade e estabilidade:

É recomendado que o negócio que se pretenda franquear tenha sido testado e por período suficiente para obter estabilidade e maturidade.  Partimos da seguinte premissa: como alguém pode vender algo como sendo bom se o próprio vendedor nunca testou?

Sabemos que no mundo dos negócios, a teoria muitas vezes fica muito distante da realidade, e, portanto, oferecer um modelo de negócio à investidores franqueados sem que tenha passado pelo processo de amadurecimento e ajustes, comuns em qualquer negócio, expõe todos os envolvidos à riscos desnecessários.

Além disso, franqueadores com lojas próprias têm mais condições de entender as oportunidades e desafios do negócio, sentindo imediatamente as mudanças de mercado pois estarão na ponta, dinâmica que possibilita o rápido ajuste das diretrizes da rede de franquia, auxiliando os franqueados no crescimento e perenidade de seus negócios.

Claro que existem exceções, como algumas startups criadas nos últimos anos e franqueadores que, por estarem há muito tempo no mercado, acabam por vender suas unidades próprias à franqueados, uma vez que atingiram um nível de maturidade e domínio de seu negócio que possibilita manter o mesmo nível de qualidade e segurança da rede de franquia.

2. Marca e presença de mercado:

Ter uma marca conhecida e presença marcante no mercado em que atua são características desejadas em um negócio que se pretenda franquear.

Quanto maior a “fama” da sua marca, maior será o potencial de quantidade e qualidade de interessados em se tronarem franqueados, assim como a abrangência territorial que poderá oferecer suas praças.

Isso não significa que marcas pouco conhecidas não possam ser utilizadas em franquias, entretanto, neste caso sugerimos que os franqueadores iniciem suas operações regionalmente, promovendo um crescimento orgânico da rede de franquia “de dentro pra fora”.

3. Produtos e serviços:

Estabelecer um mix de produtos e serviços que o diferenciem dos concorrentes é essencial para se destacar no mercado de franquia, uma vez que, além de atrair o interesse dos consumidores, atrairá também a atenção de potenciais investidores franqueados, que teriam muita dificuldade em fornecer a mesma linha de produtos e serviços sozinhos.

4. Potencial de mercado:

A avaliação do potencial de mercado dos produtos e serviços que se pretende oferecer na rede de franquia é fundamental para o estabelecimento e expansão do negócio, identificando e classificando as diferentes praças conforme a expectativa de geração de receita.

Faz parte do processo de avaliação a identificação dos concorrentes e dos produtos e serviços similares oferecidos no mercado, comparando os preços de venda, mix e diferenciais.

O afastamento de seus produtos e serviços da “comoditização” gera diferencial competitivo que será considerado pelos consumidores e, principalmente, pelos potenciais investidores franqueados.

5. Formatação financeira:

O mapeamento e estruturação do modelo financeiro é ponto chave no processo de formatação de uma franquia.

É preciso ter as projeções de receitas e despesas muito bem alinhadas com a realidade, não somente em relação às unidades franqueadas, como também em relação ao franqueador.

Definições como volume de vendas, tíquete-médio, margem de lucro, fontes alternativas de receita, despesas fixas e variáveis, ponto de equilíbrio e prazo estimado para retorno do investimento devem estar claros no planejamento estratégico.

Vale lembrar que, inclusive, muitas dessa informações são obrigatórias na Circular de Oferta de Franquia que deverá ser entregue ao investidor interessado em se tornar seu franqueado.

6. Expertise do negócio:

Parte da remuneração do franqueador decorre da transferência de know-how do negócio ao franqueado e, portanto, é fundamental que o franqueador tenha total domínio dos processos de gestão e operação do negócio franqueado.

Importante também que este conhecimento e experiência esteja padronizado e documentado através de manuais, possibilitando sua replicação em escala pelos franqueados.

7. Facilidade de clonagem:

Criar constantemente diferenciais difíceis de serem copiados se torna atividade fundamental na formatação e manutenção de uma franquia.

Fornecimento de produtos e serviços diferenciados e exclusivos, que não podem ser obtidos fora de sua rede de franquia dificultam o surgimento de redes paralelas concorrentes e fazem com que os investidores optem por ingressar em sua rede de franquia ao invés de abrirem seus negócios sozinhos.

Acesso diferenciado a soluções logísticas, de crédito, fornecimento, inovação e treinamento também são exemplos que fortalecem uma rede de franquia e dificultam a cópia do negócio por terceiros.

8. Ferramentas de retenção de franqueados:

Uma realidade no mercado de franquia é a existência de franqueados que, após absorverem do franqueador o conhecimento sobre os processos de gestão e operação do negócio franqueado, e atingirem certo nível de experiência, deixam de valorizar o franqueador, perdendo o sentido em continuar pagando os royalties e taxas de publicidade, pois, na cabeça deles, poderiam fazer tudo sozinhos.

Mesmo com cláusulas de não competição em praticamente todos os contratos de franquia, muitas vezes os franqueadores não conseguem evitar que seus franqueados migrem para outros negócios ou simplesmente encerrem suas operações.

Este resultado está umbilicalmente relacionado com sua insatisfação com o negócio franqueado e/ou com o próprio franqueador.

Por isso, a criação e manutenção de fatores como força da marca, exclusividade e inovação de produtos, condições especiais de compra de produtos, lucratividade, treinamento, suporte do franqueador ao franqueado e excelente relacionamento do franqueador com o franqueado são ferramentas essenciais para a retenção dos franqueados nas redes de franquia.

9.Estrutura organizacional:

Quando se decide franquear um negócio, deve entender que precisará gerenciar uma rede de empresas franqueadas, atividade que demandará estrutura própria e especializada, com sistema de tecnologia da informação adequado, profissionais qualificados e experientes no setor de franquia, organização interna, capacidade de suporte e controle da rede, ferramentas de gestão, etc.

Também precisará considerar o volume de investimento necessário ao desenvolvimento contínuo da rede e de propagação da marca na região que pretenda atuar.

Gestão estratégica no franchising

O estabelecimento de diretrizes pelo Franqueador e sua execução pelos Franqueados criam Redes de Franquia de sucesso.

Um investidor ao avaliar seu ingresso em uma rede de franquia, geralmente, busca no franqueador e em sua rede um histórico de conquistas, um presente profissionalmente estruturado e um futuro promissor de crescimento e desenvolvimento, servindo o franqueador como parceiro que o guiará durante todo este percurso.

Para isso, os franqueadores devem estar engajados na sua responsabilidade e comprometimento em estabelecer o planejamento organizacional, formulando sua missão, visão e valores.

A projeção pelos franqueadores de como gostaria que suas redes estejam no futuro passam necessariamente pela construção de estratégias de negócios, estabelecendo um senso de propósito institucional, isto é, qual o caminho que o franqueador e todos os seus franqueados deverão seguir para o atingimento de seus objetivos no futuro.

Também faz parte da estratégia de negócio a criação de uma forte identidade organizacional, gravando em todos os participantes da Rede de Franquia o “quem somos, por que fazemos e para onde vamos”, fazendo com que todos “remem” para mesma direção, unindo forças para o fortalecimento da marca, aumento na participação do mercado e, é claro, atingimento de melhores resultados.

A definição de elementos essenciais importantes como quais produtos ou serviços comercializarão, o público-alvo, onde atuarão (quais regiões e, dentro dessas, se em shopping centers e/ou lojas de rua), formatação dos tipos de loja (quiosques, mini lojas, lojas comuns ou hiper lojas), quais canais de vendas serão empregados, posicionamento de mercado e análise dos concorrentes fazem parte da gestão estratégica no franchising.

Compõe a gestão estratégica o planejamento do negócio e a administração de sua execução, alocando de forma otimizada os recursos disponíveis para atingimento dos objetivos organizacionais.

Importante ressaltar que não existe um modelo de gestão estratégica universal, aplicável à todas as empresas, uma vez que ela deve se ajustar à realidade da empresa e do mercado em que atua.

O conhecimento e participação de todos os integrantes das redes de franquia (franqueadores, franqueados e seus colaboradores) na gestão estratégica é de fundamental importância na construção de uma cultura organizacional forte orientada ao atingimento de resultados.

Claro que cabe ao franqueador a definição dos elementos essenciais de seu negócio franqueado, entretanto, a participação de toda a rede em um processo contributivo e colaborativo de criação do planejamento estratégico é extremamente recomendado, uma vez que o franqueado, ao estar na ponta, muitas vezes está muito mais próximo da realidade do mercado do que, por exemplo, a diretoria do franqueador.

Já em relação aos franqueados, caberá a execução do planejamento estratégico exatamente como foi concebido, promovendo um controle financeiro rígido, a uniformização do atendimento ao mercado consumidor, otimização operacional e, por fim, capacitação e desenvolvimento interno constante, o que resultará no atingimento das metas e no engajamento de seus colaboradores na cultura organizacional da rede de franquia.

O Franchising como canal de venda

As empresas desenvolvem a todo instante novas formas aumentar sua participação no mercado, mas nenhuma delas é tão impactante como o Franchising.

Existem diversas formas que as empresas utilizam para aumentar sua participação no mercado e atender seus clientes, fornecendo seus produtos, serviços, informações e agregando-lhes valor.

A expressão “atendimento multicanal” se tornou comum no mundo empresarial, alcançando seus clientes (e prospects) através de revendedores independentes, concessionários, atacadistas/distribuidores, representantes comerciais, equipes próprias, e-commerce, televendas e franquias.

As estratégias para alcançar estes objetivos ainda passam pela aquisição de empresas concorrentes, fusões e joint ventures contratuais e societárias, tudo em busca da maior capilaridade e cobertura geográfica possível no atendimento de seus clientes e no potencial de ganho de mercado acelerado, o famoso market share.

Quando se fala em venda de produtos, o formato de franquia apresenta um potencial inigualável como canal de venda, escoando a produção de indústrias, estoques de distribuidores e franqueadores que possuem um modelo já sedimentado de lojas de varejo.

Imaginem o seguinte cenário: uma indústria de chocolate vende seus produtos para distribuidores, os quais revendem para o comércio. Esta é uma operação muito tradicional, que faz com que a indústria dependa do desempenho dos distribuidores para escoar sua produção, aumentar sua participação no mercado, na cobertura geográfica e no atendimento ao seu consumidor final.

Agora imaginem essa mesma indústria desenvolvendo uma nova frente de negócio, formatando uma franquia, com lojas modelo, treinamento específico sobre os diferenciais de seus produtos, promovendo o atendimento especializado ao seu consumidor final, segmentando sua linha de produtos em duas linhas, uma para o canal tradicional de distribuição, e outra, prime, para o novo canal de venda, podendo, inclusive, criar uma nova marca.

Uma vez formatada, passa a expandir sua participação no mercado através de abertura de lojas franqueadas nos principais shopping centers e centros comerciais, utilizando para tanto 100% de capital de terceiros (franqueados), o que retira praticamente todo o risco e custo da operação.

Após o desenvolvimento e consolidação da rede de franquia, a indústria conquista um maior controle sobre o escoamento de sua produção, aumentando seu volume de vendas, participação no mercado e cobertura geográfica, atingindo maior capilaridade no atendimento de seus clientes e estabelecendo uma presença forte de sua marca.

Ela também cria uma fonte de receita, através do recebimento de taxas iniciais de franquia pagas pelos novos franqueados, margem sobre os produtos vendidos aos seus franqueados e royalties sobre as vendas de seus franqueados na ponta.

Também recebe taxa de publicidade, geralmente calculada sobre o faturamento bruto de seus franqueados, que ajuda a financiar campanhas de marketing institucionais, fortalecendo o posicionamento da marca e promovendo o aumento nas vendas e o sucesso de sua rede de franquia.

Sim, se trata de situação ganha x ganha.

Percebam, portanto, que o modelo de negócio de franquia é muito maior do que simplesmente “redes padronizadas de varejo”, podendo ser adotado em vários segmentos, criando novas frentes de negócio em praticamente qualquer empresa, gerando valor e novas fontes de receita.

Como identificar uma rede de franquia de sucesso?

Antes de se tornar um franqueador ou franqueado, é importante identificar os principais diferenciadores de uma Rede de Franquia de sucesso.

 

Todos os anos os números do franchising no Brasil apresentam crescimento, não somente em relação ao seu faturamento, mas também na quantidade de redes de franquias existentes.

O sucesso do setor é tão expressivo que hoje se tornou comum um mesmo franqueador ser responsável por mais de uma rede de franquia, muitas vezes de setores completamente diferentes.

Da mesma forma, cresceu o número dos chamados “multifranqueados”, que são aqueles empresários que possuem mais de uma unidade franqueada, não necessariamente na mesma rede de franquia.

Há um forte processo de profissionalização no setor já a algum tempo, cujo avanço no nível de qualidade, conhecimento e engajamento é percebido em ambas as pontas (franqueador e franqueado).

Com isso, a competição no mercado de franchising cresceu, obrigando os franqueadores a criarem diferenciais que os fizessem destacar neste mercado, e, por outro lado, há hoje um processo de seleção rigoroso por parte do empresário que decide ingressar ou expandir sua atuação no mercado de franquia.

Mas como identificar os elementos estruturais de uma rede de franquia forte e saudável, de modo a possibilitar a formatação correta do novo negócio ou a avaliação pelo franqueado interessado do franqueador e da rede de franquia oferecida antes do efetivo ingresso?

Aqui não se pretende exaurir os muitos elementos que fazem uma rede de franquia ser forte e saudável, mas somente uma visão geral das colunas de sustentação do negócio, não importando o segmento que a rede atue.

Atendimento ao mercado consumidor

Todos nós sabemos que atualmente há uma imensidão de produtos e serviços sendo constantemente bombardeados nos consumidores, e a criação de ferramentas de diferenciação no atendimento ao mercado consumidor se tornou fundamental na captação e manutenção de clientes.

Uma rede de franquia que posiciona estrategicamente suas praças, sejam elas próprias ou franqueadas, criam um diferencial frente aos competidores de seu segmento, criando uma rede de atendimento forte que contribui para o fortalecimento da marca, além do atendimento e expansão da carteira de clientes.

A criação de praças “pivôs” fomenta o desenvolvimento de praças “satélites”, aquelas localizadas nos bairros e/ou municípios adjacentes aos grandes centros, criando capilaridade ao negócio.

Isto possibilita ao franqueador a criação e comercialização de unidades franqueadas de diferentes portes, atraindo investidores de diversos perfis, os quais atenderão de forma eficiente as demandas dos mercados locais.

Esta “customização” do modelo de negócio franqueado de acordo com a especificidade da praça ofertada equilibra os investimentos necessários para a abertura e manutenção da unidade franqueada frente ao potencial de geração de receita de cada mercado local, beneficiando os franqueados ingressantes na rede.

Igualmente importante é a presença online da marca, com a disponibilização de ferramentas de atendimento virtual aos consumidores, publicação de conteúdo voltado ao seu segmento, além de, é claro, canais de vendas e políticas comerciais estruturadas para o canal, como por exemplo a divisão de receitas entre o franqueador e os franqueados, distribuição da demanda e leads entre as praças conforme localidade do consumidor ou outro critério que traga benefícios à toda a rede.

O desenvolvimento constante de novos produtos e serviços, além do estabelecimento de ações comerciais com divulgação de ofertas, promoções e concursos são práticas adotadas por todas as redes de sucesso, e devem estar presentes na hora da formatação ou escolha de uma rede de franquia.

A padronização da identidade visual, produtos e serviços, atendimento ao cliente, operacional e das campanhas de marketing da rede de franquia em toda a área em que atua auxilia na captação e fidelização de clientes.

A adoção das medidas acima pelos franqueadores em suas redes de franquia criam um ambiente favorável de fortalecimento da rede e de expansão de forma saudável e estruturada.

Gestão estratégica empresarial e capacitação da rede de franquia

A sinergia entre o franqueador e seus franqueados em relação a visão do negócio franqueado, sua missão e valores é um diferencial encontrado nas maiores redes de franquia do mundo, e isto traz consistência.

O grande problema encontrado atualmente é a distância entre o que o franqueador oferece e o que o franqueado recebe. Igual problema é encontrado entre o que a rede de franquia oferece e a experiência vivenciada pelos clientes ao consumir os produtos e serviços comercializados pela rede.

Por isso, as redes de franquia de sucesso fazem investimentos constantes de tempo e dinheiro em treinamentos, workshops e apresentações aos seus franqueados, de modo a manter todos “na mesma página” em relação às ações necessárias internas (operacional, financeiro, jurídico) e em relação às ações necessárias externas (atendimento, comercial, marketing, produtos e serviços).

A capacitação dos franqueados para se tornarem empresários aptos a conduzirem seus próprios negócios é elemento fundamental na longevidade das redes de franquias, e aqui, vale um destaque: capacitação não é ministrar os treinamentos iniciais aos franqueados ingressantes na rede de franquia, ou a disponibilização de treinamentos pontuais e esporádicos. Capacitação é o desenvolvimento constante dos franqueados e seus colaboradores nas competências necessárias em qualquer empresa e nas competências específicas exigidas no mercado em que atuam.

Uma rede de franquia estruturada, forte e saudável conta com a execução correta pelos franqueados do modelo de negócio criado pelo franqueador, cujo resultado é a entrega ao cliente da mesma experiência de consumo, independentemente da unidade franqueada que o atenda.

Gestão financeira

Atualmente a seleção natural das redes de franquia que conquistam seu espaço no mercado passa pela exclusão dos franqueadores e franqueados que não tenham controle e equilíbrio financeiro rígido, indicadores de desempenho e capacidade de planejamento de novos investimentos e de tangenciamento de contingências.

O domínio dos gestores dos números do negócio permite a tomada de decisão baseada na realidade e não na expectativa emocional, agindo de forma profissional, frequente e preventivamente.

A adoção desta cultura organizacional mantém a sustentabilidade do negócio, contribuindo, consequentemente, com a rentabilidade da operação.

Conclusão

Como dito no início, aqui não se pretende abordar todos os elementos de uma rede de franquia de sucesso, mas apenas indicar os principais pilares que deve obrigatoriamente constar na formatação de uma nova rede de franquia ou na avaliação do investidor antes de ingressar no negócio.

Uma coisa é certa, a probabilidade de êxito do negócio aumenta consideravelmente quando os elementos acima são encontrados, na prática, na rede de franquia, independentemente do mercado em que ela atue.

Empreender é, por si só, uma atividade desafiadora, cheia de riscos e entraves, e, portanto, quanto mais sólidos forem os pilares de sustentação de um novo negócio, melhor.

Seu bolso certamente agradece.

É obrigatório pagar a taxa de propaganda da franquia?

A “taxa de propaganda” é um valor arrecadado mensalmente de todos os franqueados em cima do percentual de faturamento bruto da unidade franqueada ou determinado em um valor fixo. Ela deve estar estipulada no contrato de franquia e sua aplicação é uma das principais razões de desentendimentos (ou até mesmo litígio) entre franqueado e franqueador.

O valor arrecadado por esta taxa é destinado a um tipo de fundo, gerido pelo franqueador. O dinheiro deve ser usado para promover a publicidade da rede, dando maior força à franquia como um todo. Por ser alvo de muitos questionamentos por parte de franqueados, algumas franqueadoras entendem ser mais cômodo delegar a gestão do fundo à associação criada pelos franqueados da rede de franquia, obrigando, entretanto, sua participação em todas as decisões da associação, com poder de veto.

Em algumas redes, conforme previsto em contrato, a utilização desta verba deve ser aprovada pelos franqueados, através de uma comissão. O franqueador deve fazer a gestão e destinação do dinheiro, além de prestações de contas periódicas sobre as ações e resultados obtidos. O contrato pode prever também o rateio do custo de marketing entre franqueados, em ações pontuais.

Uma forma de evitar conflitos é criar uma regulamentação para a aprovação e utilização do fundo de propaganda. Este documento pode estabelecer com clareza todas as permissões e limitações para a atuação de franqueado e franqueador na área da publicidade, inclusive a prestação de contas sobre os resultados do uso desta reserva. 

𝐐𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚? Tire sua dúvida com nosso time de especialistas diretamente pelo WhatsApp (11 98898-9508) ou clicando no link: encurtador.com.br/mrVX1, ou pelo telefone fixo (11 3254-7416). Será um prazer orientá-lo.

Em que o advogado pode ajudar o investidor que quer abrir uma franquia?

Para quem pensa em se tornar um franqueado, o sonho pode virar pesadelo se a decisão de abrir uma franquia não for tomada com cuidado. O auxílio de profissionais é fundamental antes de fazer este investimento e ainda mais importante depois que a relação contratual com o franqueador já tiver sido estabelecida.

Ao receber os documentos da franqueadora com a proposta de abertura de uma nova franquia (contrato, pré-contrato e Circular de Oferta de Franquia), o interessado no novo empreendimento deve submeter as informações a um advogado especialista em franchising, para análise. 

A Lei de Franquias estipula que estes documentos precisam ficar sob a posse do candidato a franqueado por um prazo de pelo menos de 10 dias, para que seja feita uma avaliação sobre a proposta. Tais documentos são fundamentais para que o negócio seja formalizado entre as partes e que ambos tenham seus direitos e obrigações assegurados pela legislação. 

O objetivo do prazo dado é permitir ao interessado avaliar todas as informações necessárias para ter segurança jurídica e financeira no negócio. Nesta fase, o advogado pode auxiliar na resolução de dúvidas e dar clareza aos dados informados pela COF.

Já os custos tributários podem ser bastante reduzidos para o investidor que contar com o planejamento feito por um profissional. Enquanto pequena ou média empresa, a nova unidade de franquia pode ser enquadrada no Simples Nacional e recolher diversos impostos de forma unificada. 

O franqueado pode ter ainda outras despesas tributárias, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano); PIS (Programa de Integração Social); COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social); CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido); IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica); ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços); e ISS (Imposto Sobre Serviços).

𝐐𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚? Tire sua dúvida com nosso time de especialistas diretamente pelo WhatsApp (11 98898-9508) ou clicando no link: encurtador.com.br/mrVX1, ou pelo telefone fixo (11 3254-7416). Será um prazer orientá-lo.

Os investimentos previstos no contrato de franquia podem aumentar?

No investimento inicial devem estar bem claros todos os custos envolvidos na abertura da nova loja franqueada. Aquisição do ponto comercial, possíveis reformas, compra de mobiliário e equipamentos, taxa de franquia, royalties, treinamento de pessoal, aquisição de insumos e outras despesas devem estar previstos na circular de oferta de franquia e no contrato de franquia.

Deve ser levado em consideração ainda, antes de fazer o investimento para se tornar um franqueado, que existem custos de assessoria, como a contratação de advogado para análise da minuta do contrato de franquia e contador para a abertura da empresa. 

Alguns desses valores podem ser estipulados em percentual, como é o caso dos royalties, e outros podem ser apenas estimativas, como o custo das das instalações, equipamentos e do estoque inicial, ou valores a serem pagos pelo franqueado ao franqueador ou a terceiros por este indicados, desde que sejam informadas as bases de cálculo e a que fim se destinam.

A Circular de Oferta de Franquia deve prever o total estimado do investimento inicial necessário à aquisição, implantação e entrada em operação da franquia. Caso os custos ultrapassem constantemente o que estava previsto em contrato, o franqueado deve estar atento para notificar o franqueador sobre o volume que está sendo investido acima do esperado. Afinal, gastos acima do que foi definido dão fortes indícios de futuras dificuldades financeiras para o franqueado, retardando o retorno sobre o investimento ou até, em alguns casos, encerrar as atividades da unidade franqueada.

𝐐𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚? Tire sua dúvida com nosso time de especialistas diretamente pelo WhatsApp (11 98898-9508) ou clicando no link: encurtador.com.br/mrVX1, ou pelo telefone fixo (11 3254-7416). Será um prazer orientá-lo.

Quem deve procurar o ponto comercial? Franqueado ou rede franqueadora?

A busca do ponto comercial ideal é uma das atribuições do franqueado, ou seja, de quem deseja empreender abrindo uma unidade de franquia.

As marcas estabelecem alguns critérios na hora de fazer essa escolha, como o tamanho que o estabelecimento precisa ter, a região e o formato (se é de loja ou quiosque) etc, e devem assessorar o franqueado na missão, uma vez que detém a expertise na escolha de um bom ponto comercial. A responsabilidade é conjunta do franqueado e do franqueador.

O que algumas franqueadoras têm feito é oferecer esse auxílio por meio de geomarketing, ferramentas que disponibilizam informações gerais sobre o mercado através de mapas digitais.

Na busca pelo ponto de venda, o franqueado precisa focar em qual público pretende atrair. Por exemplo: se o público alvo da empresa é de jovens universitários, por que o franqueado haveria de buscar um local próximo a escritórios ou repleto de consultórios médicos?

Aliás, este bairro/região escolhido é conhecido por ser um bairro repleto de universidades ou por ter várias fábricas, por exemplo? Os empreendimentos ao redor buscam esse mesmo padrão? Se seu público não tem nada a ver com a região onde você quer instalar seu novo negócio, não se arrisque. 

Assim, você não conseguirá a visibilidade que deseja. Portanto, investigar bem com a franquia, desenhar a jornada de compra do cliente e levantar o comportamento dos consumidores, é crucial. 

A busca do ponto comercial deve também considerar a viabilidade financeira, que são os custos de locação (ou compra) e a manutenção do espaço. Tudo precisa se encaixar perfeitamente no orçamento. Toda essa avaliação exige bastante cautela e não pode ser feita de qualquer maneira, às pressas. 

Um profissional especialista na área poderá auxiliar o franqueado a analisar o contrato, compreender as regras para que elas possam ser seguidas à risca (evitando problemas futuros), cadastros, uso da marca, alvarás de funcionamento e tudo que possa envolver pontos importantes para a instalação, desenvolvimento e sucesso do negócio.

Afinal, para conseguir a abertura de uma unidade franqueada é necessário cumprir uma série de requisitos que nem sempre são de total entendimento do franqueado.

𝐐𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚? Tire sua dúvida com nosso time de especialistas diretamente pelo WhatsApp (11 98898-9508) ou clicando no link: encurtador.com.br/mrVX1, ou pelo telefone fixo (11 3254-7416). Será um prazer orientá-lo.

Quais cuidados o franqueador deve ter antes de ceder a marca a novo franqueado?

Para que o franqueador continue a exercer suas atividades e ceda sua marca para franqueados, é preciso que fique atento a algumas normas previstas na legislação. 

Por meio do contrato de franquia, o franqueador cede ao franqueado o direito de explorar sua marca, bem como utilização do know-how (conhecimento prático de como fazer determinada coisa), que poderá ser transmitido de diversas formas, como manuais, treinamentos e orientações in loco.

Neste cenário, o franqueado se compromete a pagar royalties e taxas de publicidade, além de comprar produtos e serviços do franqueador ou de fornecedor homologado para que, assim, o estabelecimento permaneça padronizado segundo as orientações que foram pré-definidas pelo franqueador. 

Em regra, quando o franqueador cede sua marca para um novo franqueado, há uma rápida expansão do negócio, se comparado com o processo de abertura de unidades próprias (filiais). O franqueador cede seus conhecimentos para a abertura de um novo negócio que já está consolidado e o franqueado investe seus recursos e dá início a um empreendimento de sucesso com uma marca já consolidada no mercado, uma oportunidade lucrativa para as duas partes envolvidas.

O sistema de franquia possui uma regulamentação própria que estabelece as responsabilidades e exigências documentais. Além disso, prevê que não há vínculo trabalhista nem fiscal entre as partes: o franqueador e o franqueado.

As informações (know-how) da empresa precisam ser compartilhadas entre todos da equipe, como dito acima. Assim, é possível manter uma troca de conhecimentos, a qualidade da empresa e, principalmente, seguir um padrão. Isso vai facilitar, inclusive, a tomada de decisões para o sucesso de todos os negócios que envolvem a marca. 

O poder de compra e de negociação com os fornecedores vai aumentando à medida em que a rede de franquia cresce. Isso gera economia de escala e, consequentemente, mais lucro para o empreendimento. As taxas iniciais de franquia, de royalties e taxas de marketing precisam ser detalhadamente e criteriosamente explicadas em contrato, para que o franqueado, uma vez com o novo negócio já em funcionamento, não tome decisões que possam prejudicar o sistema financeiro da marca. 

Fazer com que seu negócio se torne uma franquia é uma decisão importante que deve ser tomada com calma e, principalmente, muito cuidado. Afinal, é o futuro da marca e da empresa que está em jogo.

O desafio dos empresários é encontrar a modalidade de franquia mais adequada para suas atividades, considerando os quesitos inovação, lucratividade, propriedade da marca, entre outros. Um profissional especializado poderá ajudar o empresário a tomar as decisões apropriadas, principalmente no que se refere à estruturação do sistema de franquia e do franqueador, assim como ao ato de ceder a marca e todo o seu esforço, para um futuro franqueado.

𝐐𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚? Tire sua dúvida com nosso time de especialistas diretamente pelo WhatsApp (11 98898-9508) ou clicando no link: encurtador.com.br/mrVX1, ou pelo telefone fixo (11 3254-7416). Será um prazer orientá-lo.

O que fazer antes de investir em uma franquia?

Não basta escolher as franquias mais lucrativas ou famosas, antes de se tornar um franqueado é preciso verificar a compatibilidade daquela rede de franquia com o seu perfil empreendedor. Ao fazer uma análise minuciosa da franquia antes de fazer a escolha, o interessado poderá evitar muitas dores de cabeça e se organizar melhor.

Em primeiro lugar, é necessário que o franqueado tenha conhecimento da Lei de Franquias, que contém pontos importantes e que merecem muita atenção. Ela exige, por exemplo, que o franqueador ofereça ao franqueado um documento chamado Circular de Oferta de Franquia (COF), que traz todo o descritivo do negócio, inclusive com detalhes das obrigações do franqueador e do franqueado.

Esse documento deve ficar sob a posse do candidato a franqueado (pelo menos pelo período de 10 dias), para que seja feita uma análise profunda, com auxílio de um advogado especializado em franchising e, a partir daí, assinar um pré-contrato ou um contrato de franquia. Esses documentos são fundamentais para que o negócio seja formalizado entre as partes e que seus direitos e obrigações sejam assegurados.

Nesse processo de análise da COF, é imprescindível que seja verificado se a marca é registrada nos órgãos competentes como o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, o INPI. É preciso ‘estudar’ também os balancetes oferecidos pela franqueadora, para assim conhecer sua saúde financeira.

Por isso, é muito importante que o interessado em abrir uma franquia submeta os documentos da franqueadora a um advogado que entenda de Franchising.

Outra dica importante é entrar em contato com os franqueados ou ex-franqueados  da mesma rede de franquia, para colher informações sobre a operação franqueada, realizando visitas presenciais surpresas em unidades da rede de franquia (sem avisar o franqueador), de modo a verificar a situação real das unidades franqueadas. Isso pode ser determinante na hora de tomar a decisão sobre o negócio. Através da COF, o futuro franqueado deverá obrigatoriamente ter acesso à lista dos franqueados e ex-franqueados, para fazer esse contato.

O interessado precisa compreender que é realmente trabalhoso o processo de abrir uma franquia, mas quanto mais ele estiver por dentro do processo e o fizer de forma segura, menores serão os riscos e maiores serão as chances de abrir um negócio de sucesso.

𝐐𝐮𝐞𝐫 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚? Tire sua dúvida com nosso time de especialistas diretamente pelo WhatsApp (11 98898-9508) ou clicando no link: encurtador.com.br/mrVX1, ou pelo telefone fixo (11 3254-7416). Será um prazer orientá-lo.

WhatsApp Fale conosco!